Como foi viajar de avião com o Frosty

Quando vim para o Canadá com o meu cachorro recebi muitas perguntas sobre como foi todo o processo, então por isso decidi fazer um post sobre isso. Já adianto que ele será bem mais longo que o primeiro post, pois vou tentar explicar bem como funciona. Preparado?

Documentação

Primeiramente fiquei muito feliz que o lugar para onde estávamos nos mudando era o Canadá. Pesquisando acabei descobrindo que esse é um dos países com menos burocracia para a entrada de animais. Se for para a União Européia é necessário fazer exame de sangue e diversos outras burocracias. Para o Canadá é supersimples e barato, o cão não precisa nem ter chip!

Os documentos necessários para se viajar com um cachorro para o Canadá são apenas dois: O Certificado de Zoonose Internacional (CZI) e a Carteira de Vacinação com a vacina anti-rábica válida (acho que ela tem validade de um ano). Para emitir o CZI é necessário que o veterinário do cão preencha um formulário com as informações do cachorro (existe um modelo no site da Vigiagro) e o tutor precisa agendar na Vigiagro para levar o formulário e a carteira de vacinação. Como morava em Santos, marquei de ir na Vigiagro de Santos levar os documentos e dois dias depois voltei para pegar o CZI. O pessoal da Viagiagro sempre foi muito simpático e eficiente. Lembrando que não é necessário levar o animal na Vigiagro, apenas a documentação.

Foto: Carol Guasti

Caixa de transporte

Devido ao tamanho do Frosty, ele viajou no compartimento de bagagem viva. É um ambiente destinado a levar animais, com climatização específica para isso (algumas pessoas acharam que ele iria junto com as malas). Para ele viajar de avião, precisamos comprar uma caixa de transporte no padrão IATA, que é o padrão aceito pelas companhias aéreas. Eu optei em viajar pela Air Canadá por ser um voo direto (achei melhor para o Frosty não ter duas ou mais partes no trajeto) e são no total 10h10 de voo. A Air Canada leva apenas um animal por voo no compartimento de bagagem, então precisei informar sobre a ida do Frosty junto comigo assim que comprei a minha passagem.

Durante um mês antes da viagem eu acostumei o Frosty a ficar na caixa de transporte. Não vou dizer que foi fácil porque ele não gosta de ficar trancado lá dentro, mas dando petiscos de tempos em tempos ele acostumou. Há alguns vídeos no Youtube ensinando a como adaptar o cão à caixa de transporte. Detalhe que dias antes da viagem eu encasquetei com a caixa, achando que ela era pequena para ele, mas era tudo coisa da minha cabeça!

Pela cara dele dá para saber que ele não curtiu né?!

Remédio

Esse é o único ponto que me arrependo nisso tudo. Eu não dei nenhum remédio para o Frosty pois vi em vário sites dizendo que não era bom dar algo para diminuir a pressão arterial por diversos fatores. Inclusive muitos animais já morreram em voos por serem medicados de maneira errônea. Eu fiquei com medo de dar dramin ou qualquer tipo de remédio e dei apenas floral. Me falaram também que as companhias aéreas não embarcavam animais sob efeito de medicação. Mas pelo menos a Air Canada embarca animais que tomaram remédio, mas isso eu só descobri na hora do embarque. Na verdade, eu dei apenas o floral e acho que não adiantou muito e você vai saber mais para frente.

Taxas

A companhia aérea cobra uma taxa para levar o seu animal e isso varia de empresa para empresa. Essa taxa eu paguei no momento do check-in. A outra taxa que precisei pagar foi no Canadá quando chegou o momento da inspeção animal, mas essa taxa é bem mais barata (acho que foi 25 dólares).

Embarque

No dia da viagem tentei deixar o Frosty o mais cansado possível para ele dormir no avião. Então acordamos cedo, passeamos e levei ele para o pet shop para ele tomar banho e viajar cheiroso. A última refeição dele antes do voo (que saiu 19h50) foi o almoço. Daí andamos mais um pouco e fomos para o aeroporto. Cheguei com umas 4h de antecedência, pois se desse algum problema teríamos tempo suficiente para resolver. Graças a Deus não houve problema e antes de embarcar eu fiquei com o Frosty andando pelo aeroporto. Detalhe que de Santos até o aeroporto ele foi quase dormindo no carro porque estava bem cansado. Por volta das 17h30 coloquei ele na caixa e quase chorei porque ele ficou latindo bastante quando me viu ir embora.

Voo

Essa foi a pior hora de todas. Eu ouvi o Frosty latindo quando estavam colocando ele no avião (o floral não fez tanto efeito no final das contas). Por coincidência, o lugar que ele ficou no avião foi quase embaixo do meu assento. O avião ficou uns 10 minutos taxiando antes de decolar e durante todo esse tempo o Frosty ficou latindo e foi nessa hora que eu me arrependi de não dar o remédio. Fiquei muito aflita em ouvir ele latindo sem parar por cerca de 15 minutos e não poder fazer nada. Eu posso parecer babaca, mas eu chorei desesperadamente sentada dentro do avião. Depois conversei com a aeromoça e descobri que a única forma de vê-lo é pelo lado de fora da aeronave, então tive que ficar as 10h de voo pensando se ele estava dormindo, latindo, vivo ou não.

Chegada

Quando o Frosty estava sendo retirado do avião eu ouvi ele latindo e continuei ouvindo enquanto estava na fila da imigração (por um lado foi bom saber que ele estava vivo no final das contas). Como o meu visto era de estudante eu demorei um pouco mais na imigração e quando fui buscar as minhas malas (eram as única na esteira porque todo mundo já tinha pego) eu ouvi ele latindo. Eu chamei um carregador para me ajudar porque tinha que levar minhas duas malas em um carrinho e o Frosty dentro da caixa em outro carrinho. Passamos pela inspeção enquanto ele latia bastante e só parava quando eu dava petisco, mas daí o petisco acabou e ele voltou a latir. Na inspeção eu entreguei o CZI e a carteira de vacinação e o moço apenas pediu para eu mostrar a vacina anti-rábica. Paguei a taxa e fomos embora (bem simples assim) porque o Raphael estava nos esperando do lado de fora. O carregador nos levou até o lado de fora do aeroporto e foi muito simpático, acho que ele percebeu que eu estava nervosa pois estava com medo de encrencarem com a documentação e para ajudar o Frosty não parava de latir.

O Frosty visitando o lago

Bom, é isso! Falei que ia escreve bastante, né! Se tiver alguma dúvida, é só comentar que eu respondo se souber!

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